quarta-feira, 5 de maio de 2010

O que quero ser quando crescer? Por Lívia Souza (Professora)

Outro dia conversava com o 9º ano a respeito de um passeio que
gostaria de fazer com eles. Tratava-se de levá-los a lugares que
correspondessem às profissões sonhadas. A minha ideia era andar pelo
centro da cidade, indo a fóruns, universidades, museus... Tudo o que
poderia ser atraente no quesito “carreira”.
A intenção era até boa, mas sabíamos que seria inviável, de acordo com
as nossas agendas. Enfim.
Esse pensamento me levou a refletir sobre o futuro de cada um deles, o
que sonhariam à medida que iriam avançando os anos, desde o
Fundamental até o Médio. Reconheço que essa fase é extremamente
difícil; a gente até tem uma noção do que quer ser, mas o futuro ainda
é tão incerto... Falta tanto tempo ainda pro vestibular!!!!
Quando foi a minha vez (e isso já faz uns bons 15 anos), eu tinha a
certeza de que seria médica. Já havia escolhido a especialidade,
sonhava em usar branco dos pés à cabeça. Sabia até mesmo o rumo que
deveria seguir: iria estudar na UFRJ, fazer todo o processo de
graduação lá e, depois de formada, faria uma prova para a AFA
(Academia da Força Aérea), para ser militar, saindo tenente ao final
da especialização. Via a mim mesma no HCA (Hospital Central da
Aeronáutica), consultando e operando as pessoas. Ah, se tivéssemos a
famigerada “bola de cristal”...
Acontece que nada disso se realizou!!!
Quando cheguei no 2º ano do Médio descobri que a Medicina não era mais
o meu foco. Naquele momento eu estava pendendo muito mais às Humanas
do que às Biológicas. Estava dividida em fazer Direito, Jornalismo ou
Letras (tudo a ver com Medicina, não?).
Até hoje não sei explicar bem o que me levou ao 11º andar da UERJ
(Letras, obviamente). Terminei minha graduação, peguei o gostinho por
dar aulas e hoje estou quase finalizando a pós-graduação em Língua
Portuguesa. Ah, e tem mais: além de ser professora, sou revisora de
textos (um trabalho jornalístico) numa revista jurídica (olha o
Direito aí)! A Medicina ficou nos sonhos da infância, e não me
arrependo disto.
Contei tudo isso pra vocês pra que não entrem em desespero quando
pensarem em emprego, carreira, futuro. As coisas mudam mesmo, nossa
cabeça vive em constante transformação. Algo que é importante demais
hoje não o será daqui a 3 anos, de verdade.
Então, quando estiverem diante do dilema “e agora, o que será da minha
vida?”, sejam tranquilos e tudo dará certo. Só quero lembrá-los que
não deixem o tempo passar muito; Cazuza já dizia que “o tempo não
para”...
Um abraço afetuoso, Lívia

2 comentários:

  1. Pois é, Livia...
    Eu mesmo, além de trabalhar como DJ, nunca me imaginei trabalhando com MKT e muito menos no ISJOB. Essa vida realmente é uma caixinha de surpresas!!

    Bjs

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  2. kkkkkkkk,,,
    professora nem imaginava isso de vc ,
    imagina vc médica? .. aff
    Eu tbm quero ser médico e tenho certeza q vou conseguir,tomara q quando eu chegar no segundo ano do ensino médio eu ñ mude de escolha...

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